Trocas gasosas e crescimento de algodoeiro de fibra colorida submetido ao estresse salino e à aplicação foliar de H2O2
DOI:
https://doi.org/10.19149/wrim.v15i1-3.4936Palavras-chave:
Gossypium hirsutum L., aclimatação, salinidade, SemiáridoResumo
O algodoeiro é uma das principais culturas agrícolas do mundo, sendo muito cultivada no Nordeste brasileiro. No entanto, sua exploração no semiárido do Nordeste brasileiro é limitada pela salinidade da água de irrigação, sendo necessário à adoção de estratégias capazes de atenuar os efeitos do estresse salino, como a aplicação foliar de peróxido de hidrogênio. O objetivo desse trabalho foi avaliar as trocas gasosas e o crescimento de algodoeiro de fibra naturalmente colorida ‘BRS Jade’ submetido ao estresse salino e aplicação foliar de peróxido de hidrogênio. O experimento foi realizado em condições de campo no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, Pombal, Paraíba, Brasil. O delineamento estatístico foi o de blocos casualizados em esquema fatorial 5 × 5, sendo cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação – CEa (0,3; 2,0; 3,7; 5,4; e 7,1 dS m-1) e cinco concentrações de peróxido de hidrogênio – H2O2 (0, 25, 50, 75 e 100 μM). A salinidade da água de irrigação reduziu as trocas gasosas e o crescimento de algodoeiro ‘BRS Jade’. A aplicação foliar de H2O2 nas concentrações de 62,5 e 50 μM promoveu efeito benéfico na condutância estomática e a transpiração das plantas de algodoeiro sob CEa de 0,3 dS m-1. A concentração interna de CO2 e a taxa de assimilação de CO2 foram maiores nas plantas sem aplicação de H2O2 sob os níveis de CEa de 0,3 e 3,7 dS m-1, respectivamente. A concentração de 100 µM de H2O2 em condições sem estresse salino (CEa de 0,3 dS m-1) estimulou o crescimento em altura de planta e a área foliar do algodoeiro ‘BRS Jade’.