EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE LÍNGUAS DE PRESTÍGIO:
O PERIGO DA (NÃO)CRITICIDADE A UMA MODALIDADE DE ENSINO
Mots-clés :
Educação bilíngue de línguas de prestígio, Relações étnicas-raciaisRésumé
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os contornos sociais e raciais da educação bilíngue de línguas de prestígio no Brasil, com especial atenção à cidade de Salvador na Bahia. Fundamentada em referenciais teóricos contemporâneos (El Kadri, 2022; Megale, 2017, 2018; Barbosa; Mota-Pereira, 2023; Mota-Pereira, 2024) e na legislação vigente (Brasil, 2020), a pesquisa busca ampliar o debate sobre os efeitos da ausência de criticidade racial nesse modelo educacional. A investigação emerge de uma pesquisa bibliográfica e se vale da metodologia cartográfica (Costa, 2014), em articulação com a Análise de Discurso Crítica (ADC), para mapear discursos, tensões e silenciamentos. Ancorado nos pressupostos da Linguística Aplicada Crítica (Pennycook, 2001; Moita Lopes, 2009; 2013), o trabalho mobiliza conceitos de educação bilíngue, raça, racismo e branquitude (Nascimento, 2020; hooks, 2020; Bento, 2022) com o objetivo de evidenciar desigualdades estruturais e questionar as políticas linguísticas que perpetuam hierarquias sociais. O estudo tensiona o ideal de prestígio atribuído às línguas e seus reflexos nos corpos que ocupam espaços educacionais, contribuindo para um debate necessário sobre equidade e justiça na educação bilíngue.
Palavras-chave: Educação bilíngue de línguas de prestígio; Desigualdade Social; Relações étnicas-raciais
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