“SE EU FIZER ERRADO, VAI TER PROBLEMA?”: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL

Autores

Palavras-chave:

Extensão universitária, Representações sociais, Iniciação científica

Resumo

Este relato de experiência apresenta a oficina “Cordel com Ciência: rimando vivências e saberes”, realizada na UFRB durante um evento extensionista, com a participação de quatro estudantes de Enfermagem e Psicologia. A atividade, vinculada a um projeto de Iniciação Científica, teve como objetivo integrar saberes científicos e populares por meio da literatura de cordel, promovendo uma formação mais crítica, sensível e criativa. A oficina foi estruturada em cinco etapas (acolhimento, diálogo inicial, contextualização teórica, produção dos cordéis e reflexão coletiva), utilizando como principal instrumento de coleta o diário de bordo do pesquisador, com análise baseada na Teoria das Representações Sociais e na abordagem sócio-interacionista. Os resultados revelaram a insegurança das participantes diante do desafio criativo. No entanto, o ambiente acolhedor deu lugar à expressão subjetiva, à colaboração e à ressignificação da ciência no cotidiano. Concluímos que o uso do cordel como recurso pedagógico potencializa a escuta, a criação e o pertencimento, promovendo aprendizagens mais significativas. A experiência reforça o papel da Iniciação Científica na formação de profissionais críticos e engajados com práticas educativas humanizadas.

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Biografia do Autor

Leonardo Santos de Jesus, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Graduando do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, com ênfase em Psicologia, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Integrante do Coletivo Universitário de Pesquisa em Representação Social, Semiótica e Narrativas [auto(bio)gráficas] na Educação em Ciências (RESSONAR). Sua trajetória acadêmica é marcada pelo compromisso com uma formação crítica e comprometida com as realidades sociais, com especial interesse por temáticas relacionadas à Educação Popular em Saúde, Saúde Coletiva, Território e Epistemologias Decoloniais. Desenvolve reflexões e práticas voltadas à integração entre ensino, pesquisa e extensão, buscando construir diálogos entre saberes científicos e populares. Além disso, tem se dedicado à construção de espaços coletivos e ao fortalecimento de práticas de gestão horizontal, contribuindo para processos formativos mais participativos e emancipatórios. 

Michele Marcelo Silva Bortolai, UFRB

Doutora e Mestra em Ensino de Ciências (modalidade Química) pelo Programa de Pós Graduação Interunidades em Ensino de Ciências da Universidade de São Paulo (PIEC/USP). Especialista em Química pela Universidade Oswaldo Cruz; Licenciada em Pedagogia - Administração e Supervisão Escolar pela Universidade de Guarulhos; Bacharel e Licenciada em Química pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguagens e Diversidade em Educação Química e Líder do Coletivo Universitário de Pesquisa em Representação Social, Semiótica e Narrativas [auto(bio)gráficas] na Educação em Ciências (RESSONAR). Em ambos os grupos tem seus estudos voltados à formação de professores e processos de ensino e aprendizagem em Química. Foi coordenadora pedagógica e professora da Educação Básica na cidade de São Paulo. Atualmente, atua como professora de Ensino de Química da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no Centro de Formação de Professores (UFRB/CFP), Amargosa, Bahia.

Referências

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Arquivos adicionais

Publicado

16.06.2026

Como Citar

Santos de Jesus, L., & Marcelo Silva Bortolai, M. (2026). “SE EU FIZER ERRADO, VAI TER PROBLEMA?”: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL. Revista Extensão E Cultura Da UFRB, 27(1), 478–487. Recuperado de https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/revistaextensao/article/view/5481

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