LITTLE BARTOLOMEU AND THE RED SOUR STEPMOTHER

Authors

  • Ana Cecília Maria Estellita Lins Universidade Estadual de Goiás/Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade

Keywords:

Grief’s pain, Fay, Death, Time, Transtextuality

Abstract

Red sour is a Bartolomeu Campos de Queirós’s autofiction that tells how a stepmother dissolves a family by sending away the children to unknown destinies, and exposes the feelings of the autodiegetic narrator. The paper compares this fiction to a fairy tale for the presence of certain elements, such as the stepmother, the knife, the poison and some others, and shows its intertextuality with other fairytales.  The literary analysis of this text is based on the theories developed by Walter Benjamin (1987), Gérard Genette (2006), Evando Nascimento (2017), Vladimir Propp (1984), Marisa Lajolo and Regina Zilberman (1985), Bruno Bettelheim (2002), among others. This type of narrative allows the approach of sensible themes such as orphanhood and abandon in childhood.

Downloads

Download data is not yet available.

References

BARTHES, R. O grau zero da escrita. Tradução de Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

BAUM, L. F. O mágico de Oz. Tradução de Luciano Machado. 4. ed. São Paulo: Ática, 2019.

BENJAMIN, W. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Coleção Obras escolhidas, v.1. 3. ed. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987.

BETTELHEIM, B. A psicanálise dos contos de fadas. 16. ed. Tradução de Arlene Caetano. [online]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

CHAMBEL, P. O Simbolismo das Cores no Livro de José de Arimateia. Medievalista, n. 1. jul. – dez. p. 1-30. Lisboa, PT: IEM, 2011.

COELHO, C. V. O. Memória, escrita e exílio em Bartolomeu Campos de Queirós. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira). Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da Faculdade de Letras. Belo Horizonte: UFMG, 2022.

CORSO, D. L.; CORSO, M. Fadas no divã: psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.

DALL’OLIO, M. S. A prosa poética em Vermelho amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós. Monografia (Curso de Especialização em Literatura - COGEAE). São Paulo: PUC-SP, 2014.

DIANE, A. Termos de cores (verde & vermelho). Dissertação (Mestrado em Linguística). Faculdade de Letras. Lisboa, PT: Universidade de Lisboa, 2019.

GENETTE, G. Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Tradução de Luciene Guimarães e Maria Antônia Ramos Coutinho. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2006.

GINZBURG, C. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar e Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

GRIMM, W. K.; GRIMM, J. K. Os 77 melhores contos de Grimm. Tradução de Íside M. Bonini. Organização de Luciana Sandroni. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2006.

LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira: história e histórias. 6. ed. [online]. São Paulo: Ática, 2007.

LUKÁCS, G. Ensaios sobre literatura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.

NASCIMENTO, E. Autoficção como dispositivo: alterficções. Matraga, v. 24, n. 42, set./dez., p. 611-634. Rio de Janeiro: UERJ, 2017.

PAZ, N. Mitos e ritos de iniciação nos contos de fadas. Tradução de Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1992.

PROPP, V. Y. Morfologia do conto maravilhoso. Tradução de Jasna Paravich Sarhan. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1984.

QUEIRÓS, B. C. Ler, escrever e fazer conta de cabeça. 6. ed. São Paulo: Global Editora, 2004.

QUEIRÓS, B. C. Vermelho amargo. São Paulo: Global Editora, 2017.

RICOEUR, P. Tempo e narrativa. Tomo III. Tradução de Roberto Leal Ferreira. Campinas, SP: Papirus, 1997.

Published

2026-06-08