Queime, cisne, queime

A destruição da loja mágica de brinquedos de Angela Carter

Autores

  • Leandro Batista Stephan Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

O patriarcado não só sistematizou modos de comportamento femininos, mas também formas de performatividade masculina aceitáveis – e, consequentemente, desviantes. Em seu ensaio The Sadeian Woman, Angela Carter desenvolve sua tese de que o patriarcado é um sistema opressivo por definição que promove a ideia de que alguém sempre é dominante sobre um outrem submisso. Embora essas posições sejam comumente ocupadas, respectivamente, por homens e mulheres, isto não é uma definição sistemática. E, de todo modo, a figura dominante também é controlada por fios de expectativas performativas. O roteiro de Carter de The Magic Toyshop transforma essas ideias em ficção e abre a possibilidade de subversão desses paradigmas.

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Referências

BUTLER, Judith. Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity. New York: Routledge Classics, 2007.

CARTER, Angela. The Sadeian Woman: and the ideology of pornography. New York: Henry Holt, 1996.

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FOUCAULT, Michel. The History of Sexuality: Volume 3: The Care of the Self. London: Penguin Classics, 2020.

HOLTER, Øystein Gullvåg. Social Theories for Researching Men and Masculinities: Direct Gender Hierarchy and Structural Inequality. In: Kimmel, Michael S.; Hearn, Jeff; Connell, R. W. (ed). Handbook of Studies on Men & Masculinities. Thousand Oaks: Sage Publications, 2005.

hooks, bell. Feminism is for Everybody: Passionate Politics. Cambridge: South End Press, 2000.

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Publicado

2026-06-08