PARQUE DAS RUÍNAS:
EM DEFESA DE UMA POÉTICA DO ARQUIVO EM MARÍLIA GARCIA
Palavras-chave:
Marília Garcia, Literatura contemporânea, Imagem, ArquivoResumo
Este trabalho procurou estabelecer uma leitura de Parque das ruínas, de Marília Garcia, considerando uma tendência à inespecificidade em certa literatura contemporânea, vista sobretudo em um desafio de categorização e na aproximação dessas produções com modos, formas e procedimentos de outros campos artísticos, em especial com a incorporação da imagem fotográfica e com o encontro à uma escrita ensaística. Para isso, mostra-se pertinente a montagem de um cenário com outras escritoras contemporâneas, como Ieda Magri e Aline Motta, que, assim como Garcia, também apostam em uma prática de entrecruzamento de imagem e palavra, tomando como ponto de partida — e como suporte a escrita literária — o registro fotográfico e um trabalho com o arquivo como dispositivos da memória e de narrativização. A partir da leitura do livro de Garcia, podemos localizar a construção de um projeto de obra que questiona alguns dos limites e possibilidades do espaço da poesia como também instrumento de pensamento e de elaboração de comentário crítico e reflexivo, a marca disso está, sobretudo, no empreendimento da poeta em mostrar o meio, o que podemos ler como o próprio processo de montagem do livro, bem como a marcação e exposição de um traço epistemológico e investigativo.
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Referências
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