O PEQUENO BARTOLOMEU E A MADRASTA VERMELHO AMARGO
Palavras-chave:
Dor do luto, Fada, Morte, Tempo, TranstextualidadeResumo
A autoficção Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós, relata a dissolução de uma família pela madrasta, que vai afastando as crianças de seu lar, rumo a destinos ignotos, e expõe os sentimentos que essa atitude provoca no narrador autodiegético. Compara-se essa ficção a um conto de fadas, pela presença de elementos distintivos do gênero, como a madrasta, a faca, o veneno e outros mais, e busca-se algumas relações intertextuais com outros contos de fadas. A análise literária desse texto baseou-se nas teorias desenvolvidas por Walter Benjamin (1987), Gérard Genette (2006), Evando Nascimento (2017), Vladimir Propp (1984), Marisa Lajolo e Regina Zilberman (1985), Bruno Bettelheim (2002), entre outros. Conclui-se que esse tipo de narrativa permite a abordagem de temas sensíveis como a orfandade e o abandono na infância.
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