A posição do exilado nos diários de leituras através do tempo:
os casos Inaldete Pinheiro de Andrade e Bertolt Brecht
Palavras-chave:
Escritas de si, Diários de leituras, Exílio, Inaldete Pinheiro de Andrade, Bertolt BrechtResumo
Os diários de leituras atravessam o tempo e fazem das reações, diálogos e pensamentos instituídos através das leituras realizadas por seus autores, um documento literário que redobra a opinião e, em especial, a posição sobre determinados temas. Quando esses diários estão atrelados às notícias de jornais, eles desembocam em uma posição histórica sobre o que se passa ou o que se passou no mundo. Esse é o caso dos autores Bertolt Brecht, com seu Diários de trabalhos (2004) e Inaldete Pinheiro de Andrade, com a obra Escritos das Escravidões (2021), onde, cada um a sua época, a sua nacionalidade, raça e temas específicos, fazem dessas leituras um diálogo com o seu tempo, na mesma busca em comum: a de repensar e remontar a História. Neste artigo, trazemos as teorias de Foucault (1983) sobre escritas de si e a biopolítica, bem como as de Didi-Huberman (2017) sobre a posição do exilado, na intenção de averiguar o quão os autores e seus diários de leituras possuem aproximações, dados os seus afastamentos intrínsecos.
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Referências
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