A LITERATURA SOCIAL QUE NOS CHAMA À (SOBRE)VIVÊNCIA:
(RE)VISITANDO CORPOS E TERRITÓRIOS PORTA-VOZES DE ENGAJAMENTOS CRÍTICOS TAMBÉM NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Resumo
O presente artigo, a partir da leitura e análise das obras de Itamar Vieira Junior, Torto Arado (2019) e Salvar o fogo (2023), e da obra de Antônio Bispo dos Santos, A terra dá, a terra quer (2023) e, em compasso com considerações a respeito de uma formação de professores de língua portuguesa em especial ao campo literário, busca tematizar como tal campo é fomentador ao ato de narrar situado e problematizador de nossas próprias realidades, tomando como foco a observação da feminilidade nordestina (relação terra-comunidade-mulher) em tais obras. A partir do destaque à (re)ações de personagens mulheres nestas obras literárias, suas posições e significações, buscamos compartilhar experiências de leitura que construam/reconstruam interpretações autônomas e reexistentes, também ao ambiente educativo, se atentando não só as temáticas colocadas em destaque por seus autores mas também como suas mobilizações incomodam, tensionam, cortam nossas histórias e nossos movimentos de uma existência insurgente.
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