BORDANDO A CIDADE: MEMÓRIA, IDENTIDADE E AFETO
Palabras clave:
Extensão Universitária, Patrimônio, Bordado BarafundaResumen
Os bordados integram um conjunto de técnicas de ornamentação dos tecidos que envolvem saberes práticos, revelando processos de aprendizado, criatividade e trabalho (Brito, 2022). Este artigo relata o processo de retomada e de realização das oficinas de bordado, em consonância comas perspectivas dos estudos sobre o patrimônio cultural, como extensão universitária realizadas na cidade de Santo Amaro (BA). Como resultado, observamos como o fazer manual de um tipo de bordado tradicional e ligado ao território do Recôncavo se articula à construção de memória e de identidades, ao elaborações de afeto intergeracional e ao fortalecimento de vínculos entre mulheres bordadeiras. Parte-se da apresentação do projeto Bordando a Cidade e de sua continuidade, que é o foco deste artigo, para refletir sobre os modos como práticas manuais se transformam em espaços de memória, patrimônio e produção coletiva.
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Citas
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRITO, T. F. S. Do enfeite à festa: o uso do bordado como narrativa, ação e engajamento em duas festas tradicionais brasileiras. Etnográfica: Revista do Centro em Rede de Investigação em Antropologia, v. 26, n. 1, p. 945, 2022.
CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. Lisboa: Edições 70, [s.d.].
GONÇALVES, J. R. O patrimônio como categoria do pensamento. In: ABREU, R.; CHAGAS, M. (org.). Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p. 13–24.
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