Laboratório História Editorial: bancos de dados qualitativo-relacionais e divulgação científica nas mídias digitais
Palavras-chave:
Laboratório História Editorial, Bancos de dados qualitativo-relacionais, Divulgação Científica, História PúblicaResumo
O presente artigo analisa de que maneira o laboratório História Editorial desenvolveu uma metodologia própria e um instrumento de pesquisa para a construção de bancos de dados voltados às especificidades da pesquisa com fontes impressas disponibilizadas na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (BN) sobre temas relacionados à história afro-brasileira. A partir do uso do Google Planilhas [Google Sheets], hospedado e armazenado no Google Drive, como ferramenta de coleta, organização e gerenciamento dos dados — operando como um sistema de gerenciamento de banco de dados (Database Management System – DBMS) em escala reduzida —, os bancos de dados passaram a desempenhar um papel central tanto na pesquisa histórica quanto na produção de hipertextos e projetos de edição em plataformas digitais, como os projetos da Wikimedia Foundation, voltados à divulgação científica enquanto um dos eixos fundamentais da História Pública. Nesse processo, as práticas desenvolvidas no âmbito do laboratório possibilitaram a formulação da categoria analítico-metodológica de bancos de dados qualitativo-relacionais, concebidos para a organização de fontes históricas textuais e para a articulação entre dados, análise e interpretação com o intuito de produzir novos conhecimentos. Os resultados dessas experiências indicam que os bancos de dados construídos pelo laboratório contribuíram para ampliar a circulação do conhecimento histórico, alcançando estudantes de graduação e pós-graduação, docentes da educação básica e do ensino superior, bem como públicos não universitários interessados em temas relacionados à História Pública, história afro-brasileira e à divulgação científica.