A MULHER CALEIDOSCÓPICA DE ELIANA ALVES CRUZ:
POSSIBILIDADES INTERPRETATIVAS (TRANS)GRESSORAS ACERCA DA PERSONAGEM VITÓRIA DO ROMANCE NADA DIGO DE TI, QUE EM TI NÃO VEJA
Resumo
O objetivo deste estudo é estabelecer uma relação simbólica entre a personagem Vitória, da obra “Nada digo de ti, que em ti não veja”, de Eliana Alves Cruz, e um caleidoscópio, metáfora que inspira a concepção de mulher caleidoscópica (nossa atribuição analítica). Tal abordagem se viabiliza a partir do levantamento e desenvolvimento de possibilidades interpretativas de caráter transgressor. As análises serão conduzidas sob a ótica dos estudos decoloniais, com foco nos sujeitos subalternizados, excluídos e marginalizados, sobretudo na valorização da voz da mulher negra e de suas denúncias frente a contextos de opressão e invisibilização. Ao examinarmos as estratégias de resistência, sobrevivência, transformação e organização protagonizadas por Vitória, será possível evidenciar caminhos interpretativos que rompem com leituras convencionais e reforçam perspectivas insurgentes. Diante do exposto contamos com os posicionamentos de Dalcastagnè (2018), Gonzalez (2019), Anzaldúa (1987), Jesus (2014), Nascimento (2018), Santiago (2012), Nascimento (2019), Evaristo (2009), Holanda (2020), Oyěwùmí (2002) e Díaz-Benítez (2020).
Palavras-chave: decolonial, romance histórico, transfeminismo, mulheres negras
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Referências
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