Carl Schmitt e a "marcha triunfal da democracia"
DOI:
https://doi.org/10.31977/grirfi.v26i2.5846Palavras-chave:
Liberalismo; Democracia; Parlamentarismo.Resumo
O texto examina a crítica de Schmitt ao parlamentarismo no contexto do que ele chamou de “marcha triunfal” da democracia. O objetivo é destacar a distinção conceitual entre liberalismo e democracia desenvolvida pelo autor na década de 1920, como ponto de partida para compreender seu decisionismo. Busca-se argumentar que enquanto o primeiro se fundamenta e tem como princípio estruturante a crença na discussão pública, a democracia se ancora sobretudo no princípio de identidade entre governantes e governados. Partindo dessa distinção, Schmitt pode redefinir a democracia para além de sua identificação com formas institucionais específicas, indo além do caráter formal e abstrato e da ausência de critérios substantivos de legitimidade, que marcaram a visão equivocada de associar democracia e liberalismo. Desse modo, a democracia de massas opera como um princípio vazio de legitimação, capaz de sustentar formas políticas diversas e até contrastantes, abrindo espaço para sua compatibilidade com modos intensificados de tomada de decisão.
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