Jacques Derrida e a fenomenologia de Husserl
DOI :
https://doi.org/10.31977/grirfi.v26i1.5677Mots-clés :
Jacques Derrida. Transcendental. Fenomenologia. Husserl.Résumé
Principal representante da desconstrução Jacques Derrida (1930-2004) realizou uma leitura crítica da fenomenologia de Edmund Husserl, destacando suas aporias internas e reconfigurando as bases de questões fundamentais relacionadas à linguagem, à temporalidade e à subjetividade. A partir da obra A voz e o fenômeno de 1967, busca-se compreender como Derrida desenvolve uma análise rigorosa das noções husserlianas de consciência, presença e significado, formulando uma crítica que é ao mesmo tempo uma releitura inovadora. Husserl buscava estabelecer uma ciência rigorosa da experiência, centrada na intuição das essências dos fenômenos tal como aparecem à consciência. Derrida confronta diretamente esses pressupostos husserlianos, propondo que a fenomenologia não consegue escapar da mediação da linguagem e do tempo, o que impede o acesso a uma “origem pura” ou “presença plena”. Procuramos, assim, destacar os pontos principais dessa crítica. A crítica derridiana em A Voz e o Fenômeno não é uma rejeição da fenomenologia, mas uma radicalização de suas questões centrais, demonstrando que a busca de Husserl pela presença plena é inviável porque o significado está sempre mediado pela linguagem, pelo tempo e pela diferença. Assim, Derrida inaugura um novo campo de pensamento que questiona as bases metafísicas do ocidente e redefine os modos como entendemos linguagem, temporalidade e subjetividade.
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Références
DERRIDA, Jacques. A voz e o fenómeno. Tradução Maria José Semião e Carlos Aboim de Brito. Revisão Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1996.
HUSSERL, Edmund. Ideen zu einer reinen Phänomenologie und phänomenologischen Philosophie. Erstes Buch: Allgemeine Einführung in die reine Phänomenologie, Husserliana – III/1, Haia, Martinus Nijhoff, 1976 (Trad. francesa de Paul Ricoeur, Idées directrices pour une phénoménologie et une philosophie phénoménologique pures, Tome Premier. Introduction générale à la phénoménologie pure, Paris, Gallimard, 1950.)
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