A crítica da retórica em Platão e Santo Agostinho: Górgias, De magistro e De doctrina christiana I, II, III

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v26i2.5852

Palabras clave:

Retórica; Discurso; Verdade; Platão; Santo Agostinho.

Resumen

Este artigo examina as críticas dirigidas à retórica no pensamento de Platão e Santo Agostinho, mostrando que, embora partam de horizontes históricos e filosóficos distintos, ambos recusam a pretensão de autonomia do discurso persuasivo. No Górgias, Platão problematiza a retórica em sua dimensão política e argumenta que, por carecer de conhecimento do objeto e de explicação racional de seus procedimentos, ela não pode ser legitimada como verdadeira arte (tekhne), sendo reduzida ao domínio da experiência e da adulação. Em Agostinho, sobretudo no De magistro e nos livros I, II e III do De doctrina christiana, a crítica desloca-se para o problema da insuficiência dos signos e para a subordinação da palavra à verdade ensinada pelo Mestre interior. Desse modo, o artigo sustenta que, em ambos os autores, a legitimidade do discurso depende de seu vínculo com a verdade e de sua ordenação a um fim superior, o que impede que a retórica se apresente como técnica autônoma e moralmente indiferente.

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Biografía del autor/a

Luiz Rodolfo Godoy Michetti, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Doutorando(a) em Filosofia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos – SP, Brasil. 

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Publicado

2026-06-28

Cómo citar

GODOY MICHETTI, Luiz Rodolfo. A crítica da retórica em Platão e Santo Agostinho: Górgias, De magistro e De doctrina christiana I, II, III. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 26, n. 2, p. 304–319, 2026. DOI: 10.31977/grirfi.v26i2.5852. Disponível em: https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5852. Acesso em: 16 sep. 2026.

Número

Sección

artículos