ESTADO, UNIVERSALIZAÇÃO E AS FORMAS DE HEGEMONIA: O PROBLEMA DE MANTER A "REVOLUÇÃO (OU A REFORMA) EM PERMANÊNCIA" A PARTIR DO PRÓPRIO APARELHO ESTATAL
Resumo
A universalização é parte central da operação hegemônica. Mas, nos processos de universalização poderia surgir a possibilidade de que se diluam as identidades e os interesses da própria classe fundamental. Neste trabalho se analisam os fatores que agravam este potencial distanciamento entre o projeto hegemônico e os interesses das classes fundamentais: a relação entre intelectuais orgânicos e classes fundamentais, a questão dos intelectuais tradicionais, a tendência universalizante da pequena burguesia, a tendência do Estado a impor uma lógica universalizante, e as dificuldades geradas pelo caráter retórico das operações hegemônicas. Finalmente, o artigo diferencia duas lógicas na construção da hegemonia e propõe conservar uma lógica agonal no aparelho de Estado, para manter "revolução (ou a reforma) em permanência".Downloads
Referências
BALIBAR, Ëtienne. La filosofía de Marx. Buenos Aires: Nueva Visión, 2000.
BALSA, Javier. Las dos lógicas del populismo, su disruptividad y la estrategia socialista. Revista de Ciencias Sociales, Bernal, Universidad Nacional de Quilmes, n. 17, p. 7-27, 2010.
BALSA, Javier. La crítica al objetivismo y la propuesta epistemológico-política contenida en el Cuaderno 11. International Gramsci Journal, v. 2, n. 4, p. 3-36, 2018.
BALSA, Javier. La metáfora de la política como escenario y la valoración de la república parlamentaria en La lucha de clases en Francia y en El 18 Brumario de Luis Bonaparte de Karl Marx. Utopía y praxis latinoamericana, Maracaibo, n. 85, p. 220-238, 2019a.
BALSA, Javier. La retórica en Laclau: perspectiva y tensiones. Simbiotica, v. 6, n.2, p. 51-73, 2019b.
BALSA, Javier. Hegemonía, dialogismo y retórica. Diferencias, n. 9, p. 33-44, 2019c.
BALSA, Javier. Reflexiones en torno a la cuestión de la representación en El Dieciocho Brumario de Luis Bonaparte de Karl Marx. Materialismo storico, v. 6, n.1, p. 76-107, 2019d.
BALSA, Javier. Las lógicas de construcción de la hegemonía desplegadas desde los gobiernos petistas y kirchneristas. Roteiro (UNOESC), v. 45, p. 1-28, jan./dez. 2020.
BERGER, Peter y T. LUCKMANN. La construcción social de la realidad. Buenos Aires: Amorrortu, 1968.
BONNET, Alberto. Estado y capital. Debates sobre la derivación y la reformulación del Estado. In: THWAITES REY, M. (comp.). Estado y marxismo: un siglo y medio de debates. Buenos Aires: Prometeo, 2007, p. 269-296.
FROSINI, Fabio. Hacia una teoría de la hegemonía. In: MODONESI, M. (comp.). Horizontes Gramscianos. México: UNAM, 2013, pp. 59-80.
GRAMSCI, Antonio. Quaderni del carcere. Edizione critica dell'Instituto Gramsci. A cura di Valentino Gerratana. Torino: Giulio Einaudi editore, 1975.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999-2002.
LACLAU, Ernesto. Política e ideología en la teoría marxista. Madrid: Siglo XXI, 1978.
LACLAU, Ernesto. Ruptura populista y discurso. In: LABASTIDA MARTÍN DEL CAMPO, Julio (coord.). Hegemonía y alternativas políticas en América Latina (Seminario de Morelia). México: Siglo XXI, 1985a, p. 39-44.
LACLAU, Ernesto. Tesis acerca de la forma hegemónica de la política, In: LABASTIDA MARTÍN DEL CAMPO, Julio (coord.). Hegemonía y alternativas políticas en América Latina (Seminario de Morelia). México: Siglo XXI, 1985b, p. 19-38.
LACLAU, Ernesto. Nuevas reflexiones sobre la revolución de nuestro tiempo. Buenos Aires: Nueva Visión, 1993.
LACLAU, Ernesto. Política de la retórica. In: LACLAU, Ernesto. Misticismo, retórica y política. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2002, p. 57-99.
LACLAU, Ernesto. Identidad y hegemonía: el rol de la universalidad en la constitución de lógicas políticas. In: BUTLER, J, LACLAU, E e ZIZEK, S. Contingencia, hegemonía, universalidad. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2003a, p. 49-93.
LACLAU, Ernesto. Construyendo la Universalidad. In: BUTLER, J, LACLAU, E. e ZIZEK, S. Contingencia, hegemonía, universalidad. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2003b, pp. 281-306.
LACLAU, Ernesto. La razón populista. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2005.
LACLAU, Ernesto. Por qué construir un pueblo es la tarea principal de la política radical. Cuadernos del Cendes, Caracas, v. 23, n. 62, pp. 3-38, mayo 2006.
LACLAU, E. e C. MOUFFE. Hegemonía y estrategia socialista. Hacia una radicalización de la democracia. Madrid: Siglo XXI, 1987.
LIGUORI, Guido. "Statolatria". In: LIGUORI G. e VOZA, P. Dizionario Gramsciano, 1926-1937. Roma: Carocci, p. 806-807, 2009.
MARX, Karl. Las luchas de clases en Francia de 1848 a 1850. Buenos Aires: Anteo, 1973 [1850].
MARX, Karl. El dieciocho brumario de Luis Bonaparte. Buenos Aires: Editorial Anteo, 1973 [1852].
MARX, Karl. Elementos fundamentales para la crítica de la economía política (Grundrisse) 1857-1858. México: Siglo Veintiuno editores, 2009.
MARX, Karl. Crítica del programa del Gotha. Guadalajara: Ricardo Aguilera Editor, 1971 [1875].
MOUFFE, Chantal. La paradoja democrática. Barcelona: Gedisa, 2003.
THOMAS, Peter. The Gramscian Moment. Philosophy, Hegemony and Marxist, Leiden: Brill, 2009.
VACCA, Giuseppe. Modernità alternative. Il Novecento di Antonio Gramsci. Torino: Giulio Einaudi editore, 2017
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença Creative Commons Attribution após a publicação, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.