OFÍCIOS ESTATAIS E A HETEROVITIMIZAÇÃO DAS MULHERES

Autores

Palavras-chave:

Violência de gênero, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Relações de poder, Polícia Civil, Boletim de Ocorrência Não Criminal.

Resumo

Acostumados à ideia de serem as mulheres, a partir das construções sociais, sujeitos frágeis e de pouca ou nenhuma condição de domínio sobre suas próprias vidas, é que relações entre homens e mulheres são assentadas sob uma hierarquia em que a eles compete o recurso da autoridade indiscreta que se manifesta em todas as esferas da existência feminina. A partir disso, o que se propõe é uma discussão acerca do reforço à autoridade masculina e ao ato de violar através do direito de registro de um boletim de ocorrência não criminal elaborado na Polícia Civil aos homens que tem por finalidade coibir ou reprovar posturas “inadequadas” por parte das mulheres com as quais mantêm uma relação amorosa. Registro que, com base em teóricos como Foucault, Lauretis e Claudia Fonseca, sistematiza a construção de dois termos de uma assimétrica medida: um carrasco e um pecador.

Biografia do Autor

  • Michelle Silva Borges, Universidade Federal de Uberlândia
    Mestra em História pela Universidade Federal de Uberlândia (2016) e licenciada em História pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2009). Tem experiência na área de História e Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: violência de gênero, mulher, sexualidade, polícia e cultura. É docente em Criminologia, com ênfase em concursos, da Central de Cursos Prof. Pimentel, onde também ministra aulas de História desde 2014.

Downloads

Publicado

2016-12-31