O espaço do ensaio na filosofia do jovem Walter Benjamin

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DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v26i3.5979

Palavras-chave:

Walter Benjamin; Ensaio; Espaço; Fragmento; Romantismo.

Resumo

O presente artigo busca investigar o modo pelo qual a produção ensaística de Walter Benjamin se relaciona com suas reflexões de juventude acerca da linguagem e da forma de exposição filosófica, indicando como o ensaio pode ser pensado enquanto forma que reúne fragmentos imagéticos em uma disposição que os organiza e os mantêm tensionados. Para isso, retoma-se a teoria da linguagem proposta no ensaio Sobre a linguagem geral e sobre a linguagem do homem de 1916 e em A tarefa do tradutor de 1921, observando como Benjamin identifica na linguagem um caráter autorreferente, representado pela ideia de medium. Este aspecto autorreferente se faz presente também ao longo de sua tese de doutorado O conceito de crítica de arte no romantismo alemão, em que a crítica é pensada enquanto processo de autorreflexão da obra. Tanto nos dois ensaios sobre a linguagem quanto em sua tese, Benjamin expressa uma forma de pensar a partir de fragmentos que não os reduz a uma totalidade pré-estabelecida, mas organiza o fragmentário em busca de expressar uma outra forma de relação com a verdade por meio da interrelação dos fragmentos. Enquanto forma que rompe com a linearidade temporal, o ensaio opera por meio de interrupções e tensionamentos que remetem a uma lógica espacial, ilustrada por meio da ideia de constelação.

Biografia do Autor

  • Arthur Dal Ponte Santana, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutorando(a) em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil.

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DAL PONTE SANTANA, A. O espaço do ensaio na filosofia do jovem Walter Benjamin. Griot : Revista de Filosofia, v. 26, n. 3, p. 251–262, 26 out.2026.