A democracia no republicanismo de Jean-Jacques Rousseau
DOI:
https://doi.org/10.31977/grirfi.v26i2.5847Palavras-chave:
Democracia; Republicanismo; Teoria e Prática; Rousseau.Resumo
A obra Do contrato social (1762), de Jean-Jacques Rousseau, ocupa uma posição de destaque entre os clássicos da filosofia política. Dentre os livros que compõem esse texto, destaca-se o Livro terceiro, no qual o filósofo genebrino se mobiliza em tratar do governo em geral e suas formas possíveis. Entre elas, chama atenção o tratamento dado à “democracia” devido a ênfase sobre as dificuldades, obstáculos e desafios relacionados a essa forma de governo. Posteriormente, em 1765, convidado para elaborar um projeto constitucional para a ilha da Córsega, Rousseau apresenta um Projeto de constituição no qual a “democracia” regressa como objeto de sua reflexão, porém, agora, no âmbito prático. Considerando a presença da questão da “democracia” nas referidas obras, o objetivo desse artigo é o de apresentar a análise de uma provável evolução da noção de “democracia” no republicanismo de Rousseau, e assim demonstrar um nexo entre teoria e prática no seu pensamento. Isso será realizado a partir de uma correlação entre dois momentos diferentes da filosofia de Rousseau: o primeiro, no campo teórico, no Contrato social, quando a “democracia” é compreendida como “um governo somente para os deuses”, e, o segundo, na seara prática, no Projeto de constituição para a Córsega, quando a “democracia” volta a ser discutida, sendo então considerada como um governo democrático possível.
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